Lembro certa vez, quando eu, tio Roberto, tia Sônia, Carolina e Caio fomos passear no "Caralho". Eu não sabia ainda do "apelido carinhoso" do carro até ver que as pessoas nos pontos de ônibus, nas calçadas e todos que nós passávamos, paravam, abriam a boca e soltavam aquele sonoro "Caraaaaalhooo". Quando eu percebi, falei para o tio Roberto: "acho que as pessoas estão falando caralho". Ele deu uma risada e falou: "esse é o nome do carro". Chegamos ao nosso destino, o Boulevard, em Vila Isabel, e ao entrar no estacionamento, Carol ficou revoltada quando o carro foi descrito como "branco" pelo rapaz que anotava o tipo, placa e cor do carro.
(Mariana Padilha, "sobrinha" filha da Helen)
Roberto vive em nossas lembranças e ações, sendo memória e referência constante. Segue conosco. Sorridente, carinhoso e leve. Por sinal leveza e lealdade foram suas marcas. Podíamos contar com ele. Precisamos falar disso. Do quanto o amamos e nos sentimos amados. Contar histórias. Confessar saudades. Rir e chorar. Relatar fatos vividos ou imaginados. Enfim, exercitar a amorosidade concreta que nos legou. Vamos escrever o livro de nossas vidas com Roberto. Afinal! Roberto vive em nós.
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