Papagaio e codorna
Lembro das muitas companhias do papagaio ao longo dos
seus mais de 50 anos de vida. Principalmente na fase do gaiolão, onde conviveu
com passarinhos, periquitos, tartarugas, ratinhos e codorna.
A
codorna foi uma de suas últimas companhias.
Ela chegou ao gaiolão estressada. Vivia acuada e não colocava
ovos. Razão para o estresse não faltava. Ela foi resgatada de uma brecha entre
dois muros. Estava debilitada. Foi salva pela insistência do Roberto. A operação
envolveu várias pessoas que tiveram como bonificação alguns ovinhos.
Pois é! Logo ela, que não parou de pôr ovos mesmo sob risco de morte, agora já
não os colocava. Estresse, foi o diagnóstico do Antônio Edson. Ele sabia
o que estava falando pois criou codornas, negociou com seus ovos e confeccionou
chocadeiras. Explicou que são animais sensíveis, precisando de boas condições
ambientais para pôr.
Imediatamente Roberto criou uma casinha dentro do gaiolão
e outros cantinhos protegidos.
Perguntei:
- E aí, Roberto? Resolveu? Voltou a pôr?
- Não..
- Então não adiantou nada.
- Calma!
Realmente, quando voltei à Campo Grande, semanas depois,
ela tinha voltado a colocar ovos.
Roberto foi responsável pelo resgate da vida e da
autoestima da codorna.
(Gilberto, irmão)
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