quarta-feira, 4 de abril de 2018

Acidente de carro na adolescência 02


Acidente de carro 02

                Da série: conte somente quando os filhos tiverem mais de 25 anos.

No outro acidente estive presente com Popó e Zequinha. Era um domingo de festa lá em casa. Enquanto os adultos se distraiam. Bem! Nós também nos distraíamos. Pegamos o carro escondido e, com Roberto na direção, fomos para o Rio da Prata, um bairro próximo. Na volta, optamos por uma estrada secundária onde havia uma pedreira desativada. O grande atrativo era o “Tobogan”, uma queda brusca no asfalto que, se atravessada com alta velocidade, tirava o carro do chão.
Para lá nos dirigimos, Roberto sinalizou para entrar à esquerda, mas não conferiu. Um taxi afoito forçou a ultrapassagem. Não deu em outra: colidiram de lado. Uma batida leve. Ele parou na calçada e nós permanecemos no meio da rua. Roberto, sem carteira, e estimulado pelos demais, recuperou o controle. Ligou o carro e arrancou. O taxista percebeu e partiu em perseguição. Ele tinha um carro melhor, mas não a mesma habilidade do Roberto, que, além do mais, conhecia bem a estrada. Tentou ultrapassar duas vezes sem sucesso. Até que Roberto entrou numa curva no limite da velocidade e do traçado. O taxista tentou acompanhar e se perdeu. Derrapou pelo acostamento em direção a um terreno baldio. Sumiu! Já era! Ainda demos umas voltas de despiste e voltamos para casa. A parte mais difícil. 
Coube a mim comunicar ao papai. A lateral do motorista estava amassada e com as cores do taxi. Papai foi direto cobrar do Roberto, por mais que eu tentasse chamar para mim também a responsabilidade.  A situação era estranha, mas Roberto me tranquilizou: - Fica calmo, eu tenho cara de culpado, mesmo. Pior que era verdade. Às vezes eu aprontava, mas sempre achavam que a culpa era dele.

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