sexta-feira, 20 de julho de 2018

O quase roubo do travesseiro



Levando a Ro para fazer a prova, ela lembrou que nos encontramos pela primeira vez com você em Itatiaia. Não me lembro se em 1996 ou 1997. 

Roberto e Soninha levaram as crianças para o hotel  onde você costumava ficar, enquanto eu e a Ro permanecemos numa pousada em Penedo.
No dia seguinte nos encontramos e as crianças estavam agitadas falando em fantasmas, elevador sinistro, rangidos e outras coisas. Olhei para Roberto e ele disse que não tinha nada a ver com isso:

- É coisa do Popo.  

Até hoje Felipe se recorda daquelas Histórias.
Acho que não tranquilizei muito as crianças quando revelei que, na verdade, você era um bruxo mesmo,  habitante da Ilha Azul e conhecido como Chuvismildo. 
Caramba! Falo isso e, até hoje, curto sua imagem de roupão preto de cetim, ornamentado com estrelas e luas de papel brilhante e um chapéu em forma de cone. A maquiagem, com lábios roxos e sombra nos olhos, era perfeita.

Roberto também aprontou. Exagerado como ele só, me disse que o travesseiro do hotel era perfeito. 
- Tá bom, Roberto. Você sempre poderá voltar e usar o travesseiro.
Ele riu e me levou até o carro, mostrando o travesseiro.
- Que isso! Roubou o travesseiro?
- Não o moço me deu.
Moço esperto: evitou um roubo.

Gilberto, irmão

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