Levando a Ro para fazer a prova, ela lembrou que nos encontramos pela
primeira vez com você em Itatiaia. Não me lembro se em 1996 ou 1997.
Roberto e Soninha levaram as crianças para o hotel onde você
costumava ficar, enquanto eu e a Ro permanecemos numa pousada em Penedo.
No dia seguinte nos encontramos e as crianças estavam agitadas falando
em fantasmas, elevador sinistro, rangidos e outras coisas. Olhei para Roberto e
ele disse que não tinha nada a ver com isso:
- É coisa do Popo.
Até hoje Felipe se recorda daquelas Histórias.
Acho que não tranquilizei muito as crianças quando revelei que, na
verdade, você era um bruxo mesmo, habitante da Ilha Azul e conhecido como
Chuvismildo.
Caramba! Falo isso e, até hoje, curto sua imagem de roupão preto de
cetim, ornamentado com estrelas e luas de papel brilhante e um chapéu em forma
de cone. A maquiagem, com lábios roxos e sombra nos olhos, era perfeita.
Roberto também aprontou. Exagerado como ele só, me disse que o
travesseiro do hotel era perfeito.
- Tá bom, Roberto. Você sempre poderá voltar e usar o travesseiro.
Ele riu e me levou até o carro, mostrando o travesseiro.
- Que isso! Roubou o travesseiro?
- Não o moço me deu.
Moço esperto: evitou um roubo.
Gilberto, irmão
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